O Trabalho Precário como Barreira ao Bem-Estar: Uma Análise da Diminuição da Qualidade de Vida
Palavras-chave:
trabalho precário, bem-estar, capacidades, pobreza laboral, Zacatecas, ENOEResumo
Introdução: O trabalho precário é analisado sob uma perspectiva crítica vinculada à mercantilização do trabalho, à alienação e à desigualdade estrutural (Marx, Sen e Standing). Objetivo: Analisar as causas do trabalho precário e suas implicações para o bem-estar social em Zacatecas, identificando os fatores que explicam sua persistência e seu efeito sobre o padrão de vida. Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo quantitativo, descritivo-analítico, baseado na Pesquisa Nacional de Ocupação e Emprego (ENOE 2005-2025) e em indicadores de pobreza laboral da CONEVAL. Um índice de precariedade foi construído considerando instabilidade, salários insuficientes, vulnerabilidade e falta de proteção trabalhista. Resultados: Em Zacatecas, a pobreza laboral atinge 41,4% (2025); 41,6% da população empregada recebe até o salário mínimo e 57,8% trabalha no setor informal. Aproximadamente 280.000 pessoas sofrem com salários insuficientes. O trabalho precário cria um ciclo vicioso com a pobreza e produz efeitos de ansiedade, anomia e alienação, especialmente no setor primário. Discussão: Debate-se se o crescimento econômico do Estado se traduz em empregos permanentes com renda suficiente para cobrir as necessidades básicas. A flexibilidade laboral é identificada como uma causa da deterioração, enquanto a vulnerabilidade e as redes familiares mitigam o descontentamento, prevenindo a agitação social. Conclusões: O trabalho precário constitui uma barreira estrutural multidimensional e persistente ao bem-estar, limitando a renda, as capacidades e a coesão social. São necessárias políticas públicas focadas em emprego estável, proteção social e capacitação.
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