Estratégias de ensino para reduzir a ansiedade de falar inglês em estudantes universitários
Palavras-chave:
ansiedade linguística, estratégias de ensino, expressão oral, inglês como língua estrangeira, ensino superior, competência comunicativaResumo
Introdução: A ansiedade ao falar inglês constitui uma barreira afetiva significativa que dificulta o desenvolvimento da competência oral em estudantes universitários de inglês como língua estrangeira (ILE). Apesar da sua alta prevalência em contextos de ensino superior, a implementação de estratégias de ensino específicas para mitigar essa ansiedade continua sendo um desafio pedagógico não resolvido em muitas instituições. Objetivo: Este artigo analisa as causas, manifestações e consequências da ansiedade linguística ao falar inglês em estudantes universitários e propõe um conjunto integrado de estratégias de ensino baseadas em evidências para reduzi-la efetivamente. Métodos: Foi realizada uma revisão sistemática da literatura seguindo as diretrizes PRISMA, consultando as bases de dados Scopus, Web of Science, ScienceDirect e ERIC para o período de 2020 a 2026. Vinte e oito artigos empíricos que atenderam aos critérios de inclusão foram identificados e analisados por meio de síntese temática. Resultados: Os achados confirmam uma correlação inversa consistente entre ansiedade comunicativa e desempenho oral, identificando como principais fontes de ansiedade o medo da avaliação negativa, a baixa autoconfiança, a falta de exposição ao idioma e as dinâmicas de sala de aula tradicionais. As estratégias mais eficazes incluem a criação de ambientes de aprendizagem seguros e de apoio, a aprendizagem cooperativa, o feedback construtivo, a exposição gradual, a integração de ferramentas tecnológicas e as técnicas de relaxamento. Discussão: As evidências indicam que intervenções pedagógicas intencionais reduzem significativamente os níveis de ansiedade ao falar e melhoram o desempenho oral, o engajamento e a motivação dos estudantes. Conclusões: Propõe-se um modelo integrado de três fases (preparação, prática guiada e produção autônoma) que os professores podem implementar para transformar a sala de aula de ILE em um espaço pedagogicamente seguro, onde o erro seja valorizado como parte do processo de aprendizagem.
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