Reconhecimento institucional, tipo de vínculo empregatício e desempenho profissional como fatores que influenciam a inclusão de funcionários não docentes no ensino universitário
Palavras-chave:
Reconhecimento institucional, situação empregatícia, desempenho no trabalho, análise de componentes principais.Resumo
Introdução: O desenvolvimento do ensino superior na América Latina intensificou o debate sobre qualidade e equidade, sendo a inclusão um pilar fundamental para a legitimidade institucional (UNESCO, Inclusão e Equidade na Educação, 2017). Apesar disso, os estudos sobre inclusão universitária têm se concentrado em estudantes e docentes, negligenciando um ator crucial nesse contexto: o pessoal não docente. Esse grupo é fundamental devido aos papéis que desempenha, prestando apoio em processos administrativos, tecnológicos e outros que contribuem para o alcance dos objetivos acadêmicos, tornando essencial sua inclusão na análise. Objetivo: Esta pesquisa examina o reconhecimento institucional, o vínculo empregatício e o desempenho profissional como fatores que moldam a inclusão educacional do pessoal não docente em universidades. Materíais y métodos: Foi implementado um delineamento multivariado com uma amostra de 268 membros do pessoal não docente de doze universidades em cinco países latino-americanos pertencentes à rede REDIPIES. A Análise de Componentes Principais (ACP) foi utilizada, identificando 10 construtos latentes que representam 61,20% da variância total. Os fatores que se destacaram foram: Clima Inclusivo e Reconhecimento, Estabilidade Contratual/Emprego e Participação na Gestão. Resultados: Uma análise de variância (ANOVA) determinou que as percepções de Reconhecimento (CP1) e Estabilidade (CP5) apresentam mudanças significativas dependendo do contexto nacional.Enquanto isso, a análise de cluster K-Mesans estabeleceu três perfis de inclusão: Inclusão Estrutural (38%) é caracterizada por alta estabilidade e maior tempo de serviço dos funcionários em países com tradição de nomeação. Inclusão Precária (34%) é caracterizada por baixa estabilidade e participação, e é proeminente em coortes mais jovens no Equador e na Colômbia. Inclusão Crítica em Equidade (28%) é moderada em termos de fatores trabalhistas, mas deficiente em equidade devido à diversidade. Conclusoes: Os resultados mostram que a situação empregatícia, influenciada por políticas trabalhistas nacionais e trajetória etária, é o fator diferenciador na experiência de pertencimento e inclusão para funcionários não docentes.
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