Princípios, abordagens e medição multidimensional da pobreza no México: análise crítica do período 2015-2020
Palavras-chave:
Pobreza, Medição multidimensional, Florescimento humano, Capacidades, Políticas públicasResumo
Introdução: Nesta investigação, o modo de compreender a pobreza não se baseia em suas partes objetivas ou subjetivas separadas, o que denota uma abordagem reducionista, mas em sua auto-organização como um todo sistêmico ao qual indicadores, capacidades e consequências estão estruturalmente acoplados em uma dinâmica interna intrincada e complexa que se retroalimenta constantemente do ambiente. Portanto, o trabalho foca na pobreza no México, partindo da insuficiência das medições exclusivamente economicistas para capturar a complexidade das privações humanas. Objetivo: A pobreza é abordada a partir da abordagem das capacidades de Amartya Sen e da perspectiva do florescimento humano de Julio Boltvinik, argumentando que a desigualdade e a lógica de acumulação capitalista são causas estruturais que transcendem a métrica simples de renda. Materiais e Métodos: Utiliza-se um desenho misto de revisão documental de literatura especializada, priorizando a discussão teórica, e análise estatístico-descritiva dos dados da Medição Multidimensional do CONEVAL para o período 2015-2020. Resultados: Os achados confirmam a persistência da pobreza extrema (com um aumento de 1.5 p.p. entre 2018 e 2020) e, crucialmente, evidenciam o aumento dramático de 12.0 pontos percentuais na carência por acesso a serviços de saúde. Discussão: Este aumento demonstra a vulnerabilidade inerente da população perante a erosão dos direitos sociais, validando a tese de que a privação se traduz em uma falha absoluta no espaço das capacidades, independentemente da posse de bens. A precariedade salarial emerge como o fator que sistematicamente destrói as oportunidades de desenvolvimento. Conclusões: A pobreza é um fenómeno inerentemente multidimensional e estrutural; requer-se uma mudança de paradigma nas políticas públicas que priorize a garantia de direitos sociais e o desenvolvimento pleno das capacidades humanas em detrimento da mera mitigação económica.
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