Ambientes de Realidade Virtual e Aumentada como ferramentas de ensino e sua dinâmica virtual no ensino de telecomunicações
Palavras-chave:
realidade virtual, realidade aumentada, ensino e aprendizagemResumo
Introdução: Os ambientes de Realidade Virtual e Aumentada têm penetrado cada vez mais no campo educacional. É cada vez mais comum encontrar esses ambientes capazes de exibir conteúdo em um contexto amigável e motivador, contribuindo para a aprendizagem. Este artigo apresenta uma revisão das principais características da Realidade Virtual e Aumentada como ferramentas pedagógicas, elucidando referências relevantes, juntamente com os principais referenciais epistemológicos e metodológicos para o período de 2021 a 2026. O objetivo do estudo foi analisar o uso de ambientes de Realidade Virtual e Aumentada como auxílios didáticos no ensino de conteúdo técnico e profissional em Telecomunicações, com base em uma revisão bibliográfica que integra fundamentos epistemológicos, pedagógicos e tecnológicos. Metodologia: A revisão bibliográfica foi utilizada para diagnosticar o problema e caracterizar o estado atual do processo de ensino-aprendizagem utilizando ambientes de Realidade Virtual e Aumentada. Uma conceitualização do tema foi desenvolvida, com foco no processo de ensino-aprendizagem de conteúdo técnico profissional utilizando Realidade Virtual e Aumentada, revisando as contribuições de autores cubanos e internacionais. Resultados: Constatou-se que, na dinâmica do processo de ensino-aprendizagem, o professor é fundamental na seleção da forma mais adequada de mediador didático. O conteúdo técnico profissional abrange o conhecimento e as habilidades necessárias para o desenvolvimento de futuros profissionais em perfis tecnológicos. Foram identificadas cinco categorias pedagógicas presentes no processo de ensino-aprendizagem que utiliza ambientes de RV/RA como ferramentas didáticas: intencionalidade didática do conteúdo recriado no ambiente de RV/RA, conceitualização abstrata do conteúdo, apreensão experiencial do conteúdo, motivação e contextualização didática tecnológica, e competências. Discussão: A aprendizagem experiencial encontra terreno fértil em ambientes de RV/RA, uma vez que os alunos aprendem por meio da participação direta nesses ambientes. O construtivismo e a aprendizagem experiencial são abordagens pedagógicas que enfatizam a construção ativa do conhecimento por meio da participação ativa e da experiência prática. A aprendizagem técnica e profissional em ambientes de RV/RA estrutura-se em dimensões que expressam um ciclo formativo: apreensão experiencial, conceitualização abstrata, intencionalidade didática, motivação e contextualização tecnológica, e desenvolvimento de competências integrativas. Conclusões: A análise teórica revela lacunas na formulação de propostas relativas a metodologias, estratégias de ensino e à existência de uma metodologia didática coerente para orientar eficazmente os professores universitários na implementação de ambientes de RV/RA. A incorporação de ambientes de RV/RA como ferramentas didáticas na dinâmica do processo de ensino-aprendizagem de conteúdos técnicos e profissionais de telecomunicações requer abordagens que integrem ativamente o aluno na construção do conhecimento, por meio de estratégias centradas na experiência, na interação e na aplicação contextualizada do conhecimento. O uso de ambientes de RV/RA no processo de ensino e aprendizagem não deve ser entendido simplesmente como uma novidade tecnológica, mas sim como uma reconfiguração do ambiente de aprendizagem onde processos de aprendizagem significativos são fortalecidos pela conexão entre teoria e prática, e onde as habilidades de resolução de problemas e pensamento crítico são aprimoradas.
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