Estratégias de apoio acadêmico e emocional para alunos com autismo na sala de aula de inglês
Palavras-chave:
Inglês, inclusão, autismoResumo
Introdução: Alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) enfrentam desafios significativos na comunicação, interação social e regulação emocional, o que limita sua participação e aprendizado em aulas de inglês como língua estrangeira (EFL). Os métodos de ensino tradicionais frequentemente não atendem às suas necessidades específicas. Materiais e métodos: O estudo adotou uma abordagem qualitativa, coletando dados por meio de observação em sala de aula e entrevistas semiestruturadas. A amostra incluiu três alunos com características de TEA, dois professores de inglês e um especialista em educação inclusiva de uma escola pública no Equador. Os dados foram analisados por meio da triangulação de métodos e fontes. Resultados: Os resultados revelaram que os professores enfrentam dificuldades para manter a interação em grupo e ensinar regras gramaticais abstratas. Os alunos demonstram ansiedade quando as rotinas mudam e frustração com tarefas longas, mas mostram entusiasmo com recursos visuais. Os professores relataram estratégias fragmentadas e treinamento especializado insuficiente. Os pais confirmaram a ansiedade e a frustração das crianças, notaram a desconexão entre as aulas de inglês e a vida diária e solicitaram instrução individualizada. As observações mostraram participação desigual, respostas emocionais variáveis e práticas de ensino inconsistentes. Foram propostas duas estratégias: uma estratégia de apoio acadêmico (cartões visuais de vocabulário, exercícios gramaticais passo a passo, ferramentas digitais interativas, leitura baseada em interesses) e uma estratégia de apoio emocional (rotinas visuais, cantos da calma, pausas para atenção plena, reforço positivo). Discussão: Os resultados estão alinhados com estudos anteriores que confirmam que alunos com TEA em contextos de inglês como língua estrangeira precisam de ambientes estruturados, previsíveis e sensorialmente adaptados, e que o envolvimento dos pais é crucial, mas frequentemente dificultado pela falta de orientação escolar. Conclusões: Alunos com TEA enfrentam barreiras que podem expô-los à ansiedade e frustração. As estratégias atuais são insuficientes e a formação de professores é inadequada. As estratégias propostas visam reduzir a ansiedade, promover a participação e criar ambientes seguros e inclusivos para alunos com TEA em salas de aula de inglês como língua estrangeira.
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