Estratégia didática para a formação de posturas pró-ambientais no curso de Licenciatura em Química
Palavras-chave:
Ensino de Química, Educação Ambiental, Estratégia de Ensino, Posicionamentos Pró-ambientaisResumo
Introdução: A conservação ambiental tornou-se um elemento fundamental para assegurar o desenvolvimento econômico e social, bem como para proteger a saúde e a existência humana em todo o mundo. A educação contemporânea incorpora a Educação Ambiental como uma estratégia que fomenta uma atitude crítica e um compromisso com as decisões políticas, ações e práticas cotidianas voltadas para o desenvolvimento sustentável. Na formação de graduados em Pedagogia Química, a interseção entre o sistema de conhecimento químico e o conhecimento ambiental molda o trabalho educativo com o objetivo de estimular posicionamentos pró-ambientais. O objetivo desta pesquisa foi elaborar uma estratégia para abordar a Educação Ambiental nas disciplinas de Química do curso de Licenciatura em Pedagogia Química. Materiais e métodos: A pesquisa foi conduzida utilizando um formato que combina métodos qualitativos e quantitativos, empregando análise-síntese, raciocínio indutivo-dedutivo, modelagem, análise documental, observação em sala de aula, entrevistas e um teste pedagógico. A amostra foi composta por 26 alunos (100% da população do último ano) e 3 professores. Um questionário estruturado, composto por dez afirmações, foi elaborado e validado por especialistas, utilizando uma escala Likert de cinco pontos. Resultados: A avaliação inicial revelou que 69,23% dos alunos possuem conhecimento sobre o meio ambiente, mas não o compreendem como um sistema complexo; 88,46% carecem de uma compreensão profunda dos fenômenos químicos que ocorrem no meio ambiente; 73,07% reconhecem os problemas ambientais, mas não os associam às suas causas raízes; 84,61% afirmam que o conhecimento químico é útil, mas não têm clareza sobre sua utilidade na resolução de problemas ambientais; e 100% recebem informações ambientais, principalmente pela televisão (76,92%). A avaliação do programa de Educação Ambiental revelou baixa eficiência na integração do conteúdo e abordagens pedagógicas ineficazes. Após a implementação da estratégia, a pesquisa de satisfação mostrou que 92% dos alunos expressaram satisfação com a experiência educacional; 88% reconheceram que a estratégia contribuiu significativamente para o seu desenvolvimento profissional; 85% consideraram que as tarefas promoveram o pensamento crítico; e 80% destacaram a aplicabilidade dos projetos de pesquisa em contextos do mundo real. Discussão: Os resultados coincidem com pesquisas anteriores que destacam a eficácia de abordagens integrativas e contextualizadas no ensino universitário, onde as estratégias mais eficazes em Educação Ambiental são aquelas que integram as dimensões cognitiva, afetiva e comportamental. A eficácia das estratégias de ensino depende da capacidade dos professores de adaptar os princípios pedagógicos às realidades do contexto e dos alunos. Conclusões: A implementação da estratégia de ensino mostrou-se uma forma eficaz de integrar os princípios do desenvolvimento sustentável na formação profissional de futuros professores, promovendo o pensamento crítico, a reflexão ética e o compromisso ambiental nos alunos. A estratégia contribuiu para o fortalecimento da dimensão ambiental do currículo e fomentou competências profissionais orientadas para a transformação educacional e social. Recomenda-se o aprimoramento contínuo desta estratégia por meio de feedback constante, incorporação de tecnologias educacionais e fortalecimento de redes colaborativas.
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