Habilidades Motoras Básicas e Específicas em Jogadores de Futebol Universitários: Um Estudo na Universidade Luis Vargas Torres de Esmeraldas
Palavras-chave:
habilidades motoras; futebol; ensino superior; desempenho esportivo; EsmeraldasResumo
Introdução: O futebol, como fenômeno sociocultural global, exige um amplo repertório de habilidades motoras para a resolução eficaz de situações de jogo. A literatura científica distingue entre habilidades motoras básicas (coordenação, equilíbrio e agilidade), que constituem a base filogenética do desenvolvimento motor, e habilidades específicas do futebol (drible, precisão de passe e velocidade de chute), que representam sua adaptação a contextos esportivos particulares. No Equador, particularmente na província de Esmeraldas, há uma carência de conhecimento sobre o perfil motor de jogadores de futebol universitários, o que limita o desenvolvimento de intervenções baseadas em evidências. Materiais e métodos: Foi realizado um estudo observacional, descritivo e transversal com 60 estudantes (30 homens e 30 mulheres) da Universidade Luis Vargas Torres, em Esmeraldas. As habilidades básicas foram avaliadas utilizando o Teste de Coordenação Corporal KTK, o Teste de Agilidade de Illinois e o Teste de Equilíbrio Flamenco (EUROFIT). As habilidades específicas foram mensuradas por meio de testes de drible (slalom), precisão de passe e velocidade de chute com radar esportivo. Resultados: Os jogadores de futebol do sexo masculino apresentaram desempenho superior em coordenação (98,5 vs. 92,1; p=0,003), agilidade (15,8 vs. 17,2 s; p<0,001), drible (10,2 vs. 11,9 s; p<0,001), precisão de passe (7,1 vs. 5,8 passes certos; p=0,001) e velocidade de chute (85,3 vs. 68,4 km/h; p<0,001), com grandes tamanhos de efeito (d=0,81 a 2,98). Não foram encontradas diferenças significativas no equilíbrio estático. Correlações significativas foram observadas entre anos de prática e habilidades específicas (r=0,48 para precisão; r=-0,41 para drible), bem como entre habilidades básicas e específicas. Discussão: As diferenças encontradas refletem processos distintos de socialização esportiva e menor exposição ao treinamento sistemático em mulheres (3,1 vs. 5,2 anos de prática). As correlações entre habilidades básicas e específicas confirmam a transferência de habilidades coordenativas para o desempenho técnico. Conclusões: É necessário implementar programas de treinamento diferenciados que enfatizem o desenvolvimento coordenativo e técnico, particularmente na população feminina, bem como estabelecer sistemas de monitoramento contínuo para otimizar o desempenho esportivo universitário na região.
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